História da Arte | Arte Bizantina

PERÍODO: (aprox.) 476 - 1453

Por volta do ano 300, com a difusão do cristianismo, o realismo da arte greco-romana começou a ser abandonado. A representação de divindades como se fossem pessoas comuns passou a ser percebida como idolatria.

Após legalizar o cristianismo em 313, o imperador romano Constantino transferiu a capital de seu império de Roma para Bizâncio, mudando seu nome para Constantinopla. A arte bizantina se desenvolveu ali por volta de 330 até 1453. Derivada de elementos da arte grega, romana e egípcia, ela exprime uma forte sensação de ordem. Não existem nus nem imagens narrativas, uma vez que essa arte foi criada para falar aos espectadores sobre Deus, os santos e as Escrituras.

Juntamente com o cristianismo, a arte bizantina se difundiu para outros lugares, como Ravena, Veneza, Sicília, Grécia e Rússia. Os principais exemplos remanescentes são afrescos e mosaicos que adornavam as grandes igrejas abobadadas construídas para expressar a onipresença de Deus, mas há também pinturas em painéis de madeira com encáustica, pequenas inscrições em relevo e manuscritos com iluminuras. Predominavam os ícones planos e estilizados de figuras sacras, cujos artistas permaneciam anônimos. O que importava era a veneração a Deus, não aos indivíduos.

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O termo bizantino descreve a arte do Império Romano cristão do Oriente e das outras regiões por ele influenciadas. O objetivo dessa arte, preocupada sobretudo com a representação do divino, não era o naturalismo, mas a transmissão de poder e mistério. Mesmo durante o declínio do Império Romano, a arte bizantina permaneceu dominante em alguns territórios, por exemplo em Veneza e na Sicília normanda.

Justiniano e sua comitiva, século VI, mosaico, Basílica de São Vital, Ravena, Itália.

Fonte: "Breve História da Arte" (Editora Olhares), de Susie Hodge.

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